No dia 23 de julho encerramos o ciclo de formação “Trampos do Amanhã”. Além do 1º e último encontro aqui na Lapa, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o IBMEC e o centro gastronômico Eataly.

A visita ao IBMEC contou com a presença do professor Edson. Além do tour pela escola de negócios, Edson ministrou uma palestra incrível aos participantes. A formalidade não deu as caras! O professor usou de suas experiências pessoais e de seu bom humor para abrir a mente dos participantes e estimulou cada um deles a se reinventarem cada vez mais e extrair do momento presente a máxima potência que o instante garante. Foi bonito de ver as expressões de cada participantes: olhos vidrados diante a desconstrução lúdica de Edson.

Ele explorou o conceito do IKIGAI (palavra japonesa que significa “algo que nos mantem vivo”, “uma razão pela qual vivemos”) para convidar os participantes a se conhecerem mais e descobrirem seus próprios IKIGAI. Sempre levando em consideração: o propósito, a paixão e a habilidade de cada um.

Edson também utilizou um modelo de autoconhecimento com objetivo de ampliar a competência de cada um. É o CHA que é constituído por Conhecimento + Habilidade + Atitude. É uma ferramenta para repensar a vida e as nossas habilidades. Maneiras de organizar os sonhos. E segundo Edson, “metas são sonhos com datas”

Sobre os avanços tecnológicos, Edson orientou que uma das funções da tecnologia é potencializar as habilidades de cada um e tornar processos dificultosos mais simples. Mas é preciso se atentar para que a identidade de cada um não se perca. É importante entender de onde viemos para conseguir definir para onde vamos.

No EATALY fomos recebidos pela Olivia (diretora de marketing). Ela conduziu o tour com uma didática incrível: explicou a história do Eataly e seus diferenciais. Ao caminhar pelo espaço percebemos rapidamente os três pilares existentes que Olivia comentou inicialmente: comprar, comer e aprender. É possível comprar produtos, sentar e deliciar-se com um café e aprender num curso ou com um livro.

Para o centro gastronômico crescer, segundo Olivia, foi preciso mais do que reproduzir a culinária italiana: foi necessário o entendimento do público levando em consideração também a culinária brasileira. Na parte de queijos, por exemplo, o Eataly possui espaço para queijos mineiros, e preza pelo fornecimento por microempreendedores.

Olivia nos contou que o Eataly está sempre pronto para se reinventar de forma atenta e ágil. Seja por não atingirem as metas mensais ou por qualquer outro motivo: já promoveram feira de filhotes em frente ao espaço, feiras temáticas, ofertas especiais etc.

Edson chegou após o tour e realizamos uma roda de conversa de encerramento complementando as experiências vivenciadas no IBMEC com as do Eataly. Pediu para que olhássemos pela janela: avistamos uma pessoa trabalhando em uma sala onde os cursos de gastronomia são realizados. A sala estava sendo faxinada e Edson perguntou: “Vocês sabem quem é aquela pessoa que está trabalhando ali?” Ninguém respondeu. Ele continuou: “É o CEO do Eataly. Ele tem 32 anos e está trabalhando fora de um escritório. Está trabalhando enquanto faxinam a sala”.

Edson usou deste exemplo para retomar seu discurso proferido no IBMEC: quebrar estereótipos e mostrar a importância em se adaptar as diversas realidades. Ele finalizou seu discurso dizendo que a vida não é destino e sim um caminho. E ressaltou os seguintes pontos para potencializar este percurso: empatia, centralidade, respeito e adaptabilidade.

 Os participantes ficaram encantados com o espaço. Pelo menos cinco tem interesse na área da gastronomia. A conversa final com Edson os incentivou ainda mais a buscarem concretamente seus objetivos e pensarem maneiras reais de como executá-los.

No encerramento que aconteceu na Lapa foi aplicado um teste de autoconhecimento, desde o começo foi deixado claro que não havia resposta certa e nem errada. Nosso objetivo ali era se conhecer mais e entender como cada um age diante a uma determinada realidade.

A conversa foi muito produtiva. Os participantes conseguiram se conhecer mais e perceber as transformações que estavam imersos. Segundo um dos participantes, no começo do ciclo, ele se sentia muito tímido e introspectivo e hoje percebeu uma mudança em seu comportamento. Possui mais segurança em sua comunicação e isso o faz se sentir melhor e mais disposto. Segundo ele, o discurso do professor Edson contribuiu muito para esta transformação.

Além do teste, o público participou da dinâmica dos presentes. Oito sacolas iguais foram colocadas em cima do palco. Sílvia disse para os participantes que eles poderiam pegá-las. Num primeiro momento, eles ficaram parados olhando. Depois uma das participantes perguntou se já poderia começar. Esta foi a primeira ação da dinâmica. Deixamos os participantes bem à vontade para ver como eles interagiam com a realidade. As ações foram diversas e ao final, todos estavam muito satisfeitos com o que haviam ganhado. Mas lembraram que se caso alguém não estivesse satisfeito poderiam trocar.

A dinâmica foi muito interessante pois ela mostra como cada um age diante a realidade. Seja perguntar se já poderia começar, seja escolher dentre as demais. Cada uma destas ações demonstram um pouco sobre cada um.

De forma geral, os temas discutidos foram:

  • Autoconfiança

Sair da zona de conforto, enfrentar novos desafios e seguir requer grande autoconfiança. Para tal é preciso se capacitar. Assim vamos nos fortalecendo e ganhando cada vez mais segurança nos nossos discursos, mas também nas nossas ações. No entanto, é preciso ter cuidado. Autoconfiança demais pode atrapalhar. É preciso ser prudente.

  • Planejamento

Edson foi citado durante vários momentos, e uma das frases que os participantes relembram foi “Meta é um sonho com data”. É preciso mensurar os sonhos, esmiuçar os objetivos e sempre nos perguntar os motivos.

  • Persistência

Não desistir facilmente das coisas, nem sempre conseguiremos na primeira tentativa. Pelo contrário. E isso não deve nos desencorajar. No entanto, persistência é muito diferente de teimosia.

  • Flexibilidade

Entender a necessidade de mudar de estratégia de acordo com a realidade que se mostra.

Foi emocionante escutar os relatos dos participantes e como as experiências vivenciadas nos quatro encontros transformaram a vida deles para além dos espaços que circulamos. O aprendizado quando é concreto não fica restrito a um lugar, ele transborda e foi isso que vivenciamos juntos neste ciclo de formação.

Ao final passamos uma ficha com algumas perguntas para que os participantes pudessem compartilhar suas transformações a partir dos quatro encontros:

Algumas frases marcantes:

“Em todos os momentos aprendi muito, mas a visita ao IBMEC me trouxe a reflexão mais profunda sobre como colocar em prática as ações para atingir minhas metas.”

“Os quatro encontros foram muito construtivos, porém no IBMEC e Eataly teve um diferencial por ser algo novo.”

“Os encontros me mostram que é importante estar abertos para a inovação. Hoje também percebi como é importante participar desta roda de conversa, estar aberta a escutar e falar sobre vários assuntos.”

Confira as fotos abaixo:

Lucas Bizerra