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Case Anitta parte l

Protagonismo e empreendedorismo: Podemos aprender com a Anitta?

Intérprete, compositora, dançarina e empresária, a popstar brasileira de apenas 25 anos causa alvoroço por onde passa, e é impossível não se deparar com seus hits, clipes e campanhas publicitárias em diversos veículos de comunicação.

Anitta é atualmente umas das celebridades mais procuradas por várias marcas, por causa da forte presença nas mídias socais e da aprovação nas mídias tradicionais.

É tanta visibilidade, que a Netflix vai lançar ainda este ano um documentário sobre a vida e o trabalho da celebridade, que superou Lady Gaga e Beyoncé como a mais influente na redes sociais (fonte: Billboard – índice de popularidade). Hoje é a mulher brasileira com o maior número de seguidores no Instagram, mais de 3 milhões.

Mas você deve estar se perguntando:

O que a Anitta tem a ver com os microempreendedores e o protagonismo?

 Para entender melhor essa forte ligação da artista com o empreendedorismo, precisamos olhar mais a fundo sua carreira.

Assim como muitos microempreendedores, Anitta passou por dificuldades e teve que se adaptar e se esforçar muito para conquistar o sucesso que tem hoje. A partir de uma entrevista no Brazil Conference at Harvard & MIT, listamos algumas características essências para você se inspirar e conquistar o seus objetivos.

  • Entender as origens:

Nascida na periferia do Rio de Janeiro, Larissa de Macedo Machado/ Anitta é filha de uma artesã e de um vendedor de baterias automotivas (empreendedores). Desde cedo, ela e seu irmão eram muito estudiosos e esforçados, contando sempre com o estímulo dos pais para que continuassem estudando a fim de conquistar um futuro com mais oportunidades.

Formada pelo ensino público, Anitta foi encorajada pelo pai a finalizar o ensino médio juntamente com um curso integral preparatório para o mercado de trabalho, com ênfase em administração (escola estadual), curso esse que só poderia ser concluído com uma quantidade de horas prestadas ao estágio. Foi aí que a jovem se candidatou para o processo seletivo de estagiários da empresa Vale do Rio Doce.

A cantora conta que todos os seus colegas do cursos desacreditaram que ela conseguiria passar por um processo seletivo longo e exigente, com mais de 5 mil pessoas inscritas para apenas 5 vagas. Mas, no fim, Anitta foi uma dos 5 jovens selecionados para o programa da mineradora multinacional brasileira.

“Eu costumo dizer que quando a gente é pobre, quando a gente não tem muita condição, a gente sempre tem medo da gente não conseguir pagar a conta, né? Quando chega a conta de luz, a conta de água, a comida, ou mercado… Então sempre veio muito na minha cabeça: minha mãe era uma artesã, ela fazia bolsa e ganhava 80 centavos por bolsa e o meu pai vendia bateria de carro, então, ele também tinha um problema na empresa dele, era quebrado e com crise. Na época e eu fiquei bem com medo e fiz o curso de administração pensando nisso, em ter um emprego independente da minha vontade de ser artista… Então eu fiz o curso e isso me ajudou muito porque, depois que eu decidi cuidar da minha própria carreira eu tive que aprender as coisas sozinha, mas eu precisava de ter um caminho, de um caminho, um raciocínio para onde eu seguir”.

Também nessa época, seu irmão conseguiu passar na UFRJ para cursar a faculdade de Ciências da Computação, com poucas condições para conseguir participar do curso superior. Diante do problema de distância entre a residência da família e a universidade, por exemplo, Anitta cedeu ao irmão uma das cinco conduções de que dispunha pela empresa para ajudá-lo em sua formação, substituindo um dos ônibus por um percurso a pé.

  • Ter um sonho

Mesmo após ter ingressado no quadro de estagiários na Vale e quase ter sido efetivada ao final do contrato, Anitta nunca deixou de lado o seu sonho de cantar. Antes de entrar na Vale a carioca fez um vídeo cantando e o publicou na internet, o vídeo dava o que falar:

“… era uma zoeira completa lá na Vale porque o povo falava: gente, o que essa menina está fazendo cantando”

Durante o seu estágio na Vale, Anitta participava no coral da Igreja e também se apresentava em bailes funks nas periferias do Rio de Janeiro.

No dia em que assinaria o contato como efetiva na Vale do Rio Doce, o diretor questionou a cantora para entender o quão dedicada ela estaria com a função, sendo que ela dividiria sua rotina profissional pleiteando sua carreira musical (durante o seu estágio, já cantava em bailes na favela com um preço que variava entre R$150,00 a R$300,00 a apresentação). Porém, na hora da reunião com o diretor Anitta desistiu do cargo e decidiu então seguir seu sonho.

“Eu olhei, na época estavam vários outros estagiários que iam ser mandados embora, estava todo mundo querendo a vaga, aí eu olhei para os outros assim, todos querendo muito e eu… Eu queria, mas eu queria por uma questão financeira (…) Eu ia chegar com um salário incrível com 18 anos… Olha, eu prefiro tentar a minha carreira. Daí, eu agradeci, saí e liguei para a minha mãe e falei: olha, mãe, eu desisti, eu vim aqui para assinar, mas eu vi que não ia me dedicar, eu gosto de cantar”.

As lições da popstar não terminam por aqui, em breve vamos publicar a continuação do Case da Anitta.