Existem diversos “momentos da verdade” para realizar uma venda: quando se procuram informações sobre produtos, quando o usamos pela primeira vez, quando falamos com os amigos das nossas experiências.

Difícil, porém, imaginar um momento mais crucial do que quando decidimos abrir mão de um dinheiro para obter aquele tênis ou computador: e, entre o nosso desejo e o objeto, lá está o preço. Todos os esforços de pesquisa e desenvolvimento, de produção, de comunicação, de design da loja, de suporte aos clientes seriam inúteis se naquele momento o cliente perceber o preço como superior ao valor do bem, ou seriam desperdiçados (pelo menos parcialmente) se ele teria comprado a um preço maior.

O preço é a coisa mais difícil

E acertar o preço não é fácil. Primeiramente, isso depende dos volumes de venda, que dependem do preço… Além da matemática, depende da psicologia e até influencia as nossas percepções: quanto mais pagamos, quanto mais gostamos.
O preço pode ser a arma estratégica que faz ganhar um mercado, como as motocicletas japoneses nos Estados Unidos nos anos 50, ou usados como isca para trazer os clientes na loja… mais simplesmente, se você conseguir cobrar um pequeno 10% a mais, o seu lucro pode quase dobrar.

Basear o preço no custo é um erro

A maioria dos microempreendedores que conhecemos usa uma estratégia bem básica: cobra o dobro do que ele paga ao fornecedor e, no máximo, dá um jeito se a concorrência cobra um pouco a menos. Entre a pouca consciência de todos os próprios custos e a tendência a usar só os descontos como arma de convencimento, os lucros normalmente são colocados em um nível de subsistência. Quando as coisas vão bem, sobrevivem; quando as coisas pioram, fecham, deixando normalmente dívidas. Além disso, já vimos empreendimentos quebrar porque entraram em guerra de preços com os concorrentes vizinhos.

Mas os nossos empreendedores não cometem sozinhos esse erro. Peter Drucker, o pai da ciência do management, em 1993 colocava o “cost-based pricing” como um dos 5 pecados capitais das maiores empresas americanas (cadastro necessário). Na verdade, 3 dos 5 pecados se referiam a como o preço era determinado!

Aprender da quem sabe vender bem

ADC decidiu ajudar o seu público convidando um profissional que fez sucesso vendendo bens de luxo e Premium, onde o preço absurdamente alto é – contra intuitivamente – parte essencial do valor produto: Carlos Ferreirinha que já foi presidente da Luis Vuitton Brasil e agora está à frente da MCF Consultoria.
Os maiores do ramo, quando falam sobre ele, usam a palavra “mágica”: estamos muito ansiosos de aprender um pouco da sua magia. Pensando no Drucker, pode ser interessante também para empreendedores que não são micro…

Carlos Ferreirinha vai nos encontrar na Salão da Associação Trabalhadores sem Terra na rua Feliz Guilhem 227, no dia 25 de outubro (terça feira) as 19 horas.

Silvia Caironi

Adriano