Jornada Coletiva: Meninas Mahin

São 5 anos de existência do Coletivo Meninas Mahin, negócio de impacto social que promove o empreendedorismo entre mulheres negras. Carregando Luísa Mahin em seu nome, hoje são mais de 80 participantes, que, em sua maioria, começam a empreender por necessidade, existindo muita insegurança. E daí a importância de apoiar esse movimento: desenvolvimento do perfil empreendedor das integrantes, transformando-as em gestoras autoconfiantes e responsáveis por seus negócios.

Nasceu de forma orgânica em 2016. A partir da participação no projeto Itaquera do Futuro, Ednusa Ribeiro e as demais fundadoras começaram com oficinas de turbante e tranças. No fim do ciclo de aprendizagem decidiram realizar uma feira de celebração e foi ali que notaram a importância de um espaço contínuo para fortalecer o afroempreendedorismo e disseminar a cultura com artistas locais.

O processo de amadurecimento das integrantes se dá através de sua participação ativa nos encontros e feiras abertas organizadas pelo Coletivo. Nesses momentos são repassados os conhecimentos ao passo que já podem ser praticados. Ednusa e as demais membras do Conselho acompanham de perto todo o processo de venda, comunicação com cliente, negociação e, juntas, crescem: é o Ubuntu que se faz tão presente em suas falas e ações.

Advinda da língua Bantu da África Subsaariana, Ubuntu traduz-se para o português como: “Eu sou por que nós somos”, e é trazido pelas Meninas Mahin com o provérbio africano: “Se quiser ir rápido, vá sozinho. Se quiser ir longe, vá em grupo.”

 
Da esquerda para a direita: Esther Fernandes; Tiemi Rodrigues; Ednusa Ribeiro; Mariza Moreira; Denise Alexandre; Ana Santos

Acompanhadas pela Aventura de Construir desde 2020, ano que foram contempladas com capital-semente do projeto Crescendo em Rede, as Meninas Mahin criam vínculos e possibilitam trocas profundas de aprendizado por onde passam.

Ednusa e as integrantes do Conselho Consultivo participaram de ações como a distribuição de mais de 120 cartões alimentação – parte da ação junto ao Banco de Alimentos realizada em outubro de 2021. Ednusa participou também como mentora voluntária em assessorias do projeto Lamberti Transforma, assim como todas as membras se fazem presentes ativamente nos encontros do Avante Empreendedor, rede de empreendedores AdC.

As Meninas Mahin engrandecem os espaços por onde passam e a trajetória de entrega profunda para sonhos altos vem rendendo frutos. Podemos mencionar aqui a mais recente delas, o reconhecimento pela Prefeitura de São Paulo com o Selo de Igualdade Racial. E a parceria com a Feira Preta, que conta com a categoria Coletivo Meninas Mahin em seu e-commerce? Sem deixar de mencionar a crescente participação em eventos de formatos diversos:

Fica a dica: anote o nome Coletivo Meninas Mahin e já segue nas redes o @coletivomeninasmahin.

A Aventura de Construir agradece imensamente poder contar com as Meninas Mahin e contribuir como possível em sua jornada. No Compartir Vedacit, acompanhamos a Ednusa em um processo de planejamento e organização que rendeu, entre outras trocas e aprendizados: 

  1. formatação do Conselho Consultivo, 
  2. elaboração do cardápio de serviços e produtos oferecidos;
  3. revisão de valores de serviços e produtos

Em um contexto de tantas demandas urgentes como a que vivemos no Brasil de 2021, existe muito aprendizado na trajetória das Meninas Mahin. A valorização do fazer junto que transborda o discurso e se faz presente na prática; a didática do aprender fazendo na formação das empreendedoras dentro das feiras afro; a valorização pessoal e colocar-se em primeiro lugar, valorizando sua jornada. 

Uma frase que reverberou bastante pelo Avante, quando a pauta era a dificuldade da jornada de empreender, foi:Pode ser que ainda estejamos longe de onde queremos chegar, mas com certeza estamos mais perto de lá do que de onde começamos. Fica a reflexão para este fim de ano em seu processo de planejamento para o ano que vem por aí.

O Coletivo, de volta com as feiras físicas semanais (todos os sábados), mantém esse e outros aprendizados na manga para seguir na construção coletiva, em pequenos passos bem dados e valorizando as culturas afro e afro-brasileira de forma transversal a tudo aquilo que faz. Acompanhe o calendário de eventos (presenciais e on-line) pelas redes das Meninas Mahin porque uma coisa já sabemos: elas não param!



Yan Oliveira