As dificuldades não tardam a aparecer quando trabalhamos diretamente com outras pessoas. Problemas estes que são dos mais variados tipos e naturezas, que dariam um post por dia no nosso blog. Devido a elas ocasionalmente pensamos que trabalhar sozinho poderia ser mais proveitoso e menos estressante. É aqui que faz bem lembrar da citação famosa do escritor inglês John Donne – “Nenhum homem é uma ilha”. Por mais importantes que sejam os momentos de foco individual no qual trabalhamos sobre algo que exige grande concentração, é preciso lembrar que não temos todas as respostas e que há problemas que não conseguimos resolver porque, sozinhos, limitamos as soluções possíveis. Criando redes de parcerias é possível expandir nossas possibilidades, tão necessárias nesse período de crise econômica.

Superar as resistências

Quando somos empreendedores, a ideia de trabalhar em parceria com outros nos causa certa desconfiança. É uma reação quase natural, já que abrimos nosso negócio com todo o esforço e muitas noites de pouco sono e, evidentemente, não queremos correr riscos desnecessários.

No entanto, tão natural quanto esta resistência é a capacidade do homem fazer um juízo a respeito de uma situação real, se ela é de fato útil e positiva ou se ela levará a lugar nenhum. Esta habilidade precisa de treino e incentivo para se desenvolver bem, como qualquer outra; e alguns precisam praticá-la mais. Como então usá-la? Sob quais parâmetros?

As bases para uma boa parceria

Antes de tudo, toda parceria serve para resolver ao mesmo tempo dois problemas: um problema seu e outro do seu parceiro. Se não houver interesse de ambos a parceria simplesmente não vai pra frente e se torna exploração.

Em segundo lugar, é preciso criar bases para a confiança. Se você conhece o seu parceiro, fica mais fácil. Se não conhece, é preciso criar mecanismos para que a transparência seja tal que vocês se sintam tranquilos com a ação do outro. Isso significa três atividades:

  1. Pesquisar o passado do seu parceiro, suas credenciais e referências;
  2. Ter o mais claro possível os termos da parceria e as ações envolvidas – por escrito melhor;
  3. Conseguir verificar se as ações envolvidas estão sendo realizadas da forma correta e esperada.

Com estes aspectos mais claros é possível praticar a confiança, com base em uma avaliação concreta na transparência e nas ações realizadas. Assim fica mais fácil superar as dificuldades de confiança e será possível criar boas parcerias com as pessoas ao seu redor.

Silvia Caironi

Adriano