Empreendedorismo feminino: desigualdade e novas oportunidades

O Brasil tem a 7º maior proporção de mulheres entre os empreendedores iniciais. É o que aponta a pesquisa “Empreendedorismo Feminino no Brasil”, feita pelo SEBRAE e publicada em março do ano passado. Ao todo, são 24 milhões de mulheres empreendendo no país. 

Vale ressaltar que, apesar do número expressivo, ele ainda é inferior a quantidade de homens que empreendem – 28 milhões, no total, ainda de acordo com o estudo citado acima. Quando falamos sobre donos e donas de negócios, o cenário ainda é desigual: 9,3 milhões de mulheres para quase 19 milhões de homens. 

Igualdade de gênero é um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS#5) da ONU, e, com isso, vale refletir: assim como no mercado de trabalho, mulheres são minoria no empreendedorismo. Por quê isso ainda acontece? 

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Como signatários do Pacto Global, a Aventura de Construir (AdC) está sempre atenta a este cenário. No último ano, o número de mulheres assessoradas cresceu expressivamente, passando de 59% para 71%. Uma delas é Adriana Barros, proprietária da ABarros Editora, que publica livros escritos a partir da visão de Arthur, seu filho autista. Seu empreendimento traz a possibilidade de dividir conhecimentos e experiências com mães e pais que, assim como ela, convivem com a condição em seu dia a dia.

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Assim como muitas, Adriana leva uma dupla jornada: trabalhadora e mãe em tempo integral. Além disso, a empreendedora conta que novas dificuldades surgiram durante a pandemia de Covid-19. “O número de palestras vinha crescendo, as pessoas estavam começando a conhecer melhor o nosso trabalho e a nos chamar nas escolas. Estávamos vendendo ingressos para o primeiro grande evento do grupo, e as vendas foram a zero”, ressalta. 

Da direita para a esquerda: Adriana Barros e seu filho Arthur em assessoria presencial na AdC, antes da pandemia.  

Foi pensando em capacitar mais “Adrianas” que a AdC e Lamberti Brasil se uniram para tirar do papel o projeto Lamberti Transforma: Desenvolvendo Territórios, a ser executado em 2021 com o objetivo de reverter o cenário de desigualdade de gênero no empreendedorismo no território de imediata influência da empresa, dando suporte a mais negócios idealizados por mulheres por meio de capacitações e assessorias com foco em  alfabetização em informática para que este público aprenda a usar as novas tecnologias de forma humana, responsável e protagonista em iniciativas que promovam geração de renda.

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Para Silvia Caironi, Coordenadora Geral da Aventura de Construir, participar de uma iniciativa como esta é extremamente importante, uma vez que “um dos públicos atendidos pela AdC, mulheres com filhos que trabalham de casa, sofreu os maiores impactos e se tornou ainda mais vulnerável devido a crise de Covid-19. Esses dados nos interrogam profundamente: como reverter tal situação? Temos algo para propor em resposta? Nasce assim o projeto Lamberti Transforma. Trata-se de um desafio antes de tudo para nós, pois precisamos idealizar e desenvolver modelos de negócios através dos quais a tecnologia possa ajudar mulheres a gerar renda de forma sustentável e criativa.” 

Esperamos que, cada vez mais, iniciativas como esta sejam pensadas e colocadas em prática para que, em breve, o ODS#5 seja cumprido. 
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Aventura de Construir