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ECONOMIA CRIATIVA COMO ALTERNATIVA PARA ENFRENTAR A CRISE

O Brasil passou por um período no qual vimos a economia encolher e a inflação decolar com juros desproporcionais e sabemos que a sociedade leva um tempo para encarar de forma otimista uma recuperação, mesmo que gradual e neste contexto surge um novo um novo conceito está conseguindo sobreviver e ter sucesso. Tempos de crise podem ser oportunos para que possamos sair da nossa zona de conforto, seja por livre espontânea vontade ou pressão, necessidade, questão de sobrevivência. Isso nos leva a uma transição de modelos de viver, empreender e gerir.

A economia criativa chega como uma alternativa para a geração atual, que é insaciável por inovação, dando nome aos modelos de negócios ou gestão, com origem em atividades, produtos ou serviços, desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual. Esse novo conceito não tem nada a ver com aquela visão de escritórios inacessíveis, com pessoas rodeadas de monitores exibindo gráficos. É absolutamente o contrário: promove o desenvolvimento sustentável e humano, e não apenas o crescimento econômico.

Em resumo é um setor baseado em matérias-primas inesgotáveis, como a cultura, a criatividade e o conhecimento E quando a criatividade é aplicada no mundo profissional, impulsionando inovações, trazendo novos produtos e serviços, ou, ainda, implementando uma nova forma de atuação e realização de negócios, surgem muitas oportunidades com chances de sucesso.

Trabalhar com o intangível é uma grande alternativa que a economia alternativa traz, mas temos que ser capazes de reconhecê-la e criar valor em cima dela. A Fluxonomia4D, uma startup que usa como metodologia um conjunto de ferramentas para criar, viabilizar e gerir iniciativas, usando recursos e gerando resultados nas quatro dimensões da sustentabilidade, determina como:

  • Dimensão Cultural: conhecimentos, criatividade, linguagem, história, experiências, ou seja, quem eu sou.
  • Dimensão Ambiental: elementos de ambientes disponíveis, natural ou tecnológico.
  • Dimensão Socialsócio-política: relacionamentos sociais e políticas de cada indivíduo.
  • Dimensão Financeira: as moedas e o tempo, pois quando não há dinheiro os investimentos são solidários, como o voluntariado.

 

Um exemplo inspirador de prática da economia criativa, é o empreendedor Wanderley, da área do Sol Nascente, em São Paulo/SP, dono de uma loja de materiais de construção, que enxergou nas sobras de materiais de obras uma grande oportunidade para gerar fluxo financeiro através de novas formas de negociação. Wanderley transforma sobras de obras, que, muito provavelmente, seriam descartados em crédito para outros materiais em sua loja. Estas sobras servem para atender a demandas de outras pessoas na hora da venda, ou seja, conseguem atender a demanda de forma sustentável. É justamente nessa ideologia que a Fluxonomia4D atua: utiliza recursos não ativados e faz disso uma forma de continuar de pé em tempos difíceis.

A reflexão de alternativas criativas não depende do conhecimento de conceitos, Wanderley é um exemplo claro disso, pois mesmo sem conhecer a teoria da economia criativa, fez uma aplicação brilhante de tudo o que conceituamos neste texto, ou seja, depende cada um de nós ter a capacidade de observar a realidade a nossa volta e sempre enxergar as oportunidades.

 

Caio César Xavier