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Para avaliar a eficácia dos nossos projetos, decidimos medir os resultados por meio de um Sistema de Avaliação de Impacto social, desenvolvido com o apoio da ALTIS da Universidade Católica de Milão, do Kellogg Institute da Notre Dame University e da consultora Ana Pelliano.

Entendemos que uma ferramenta deste tipo favorece a sustentabilidade financeira dos projetos e a transparência da instituição na forma de operar. Além disso:

  • Identifica os principais indicadores nos quais focar o trabalho e melhorar os serviços oferecidos;
  • Facilita a formulação de projetos mais interessantes para os financiadores (pela clareza dos objetivos a serem alcançados e a metodologia a ser aplicada);
  • Exige equilíbrio entre criatividade e racionalização de recursos nos projetos;
  • Incentiva o trabalho em parceria e fortalecimento de redes locais pela importância de se obter uma mensuração inteligente.
  • Alcança uma mudança de mindset por passar de uma avaliação focada na gestão para uma avaliação com foco no impacto.

A construção do Sistema de Avaliação de Impacto Social começou no final de 2012 com uma extensa pesquisa com os empreendedores para caracterizar o público-alvo e para melhor definir os serviços a serem desenvolvidos. Esta pesquisa constituiu a nossa “Linha de Base”: uma referência para entender o impacto do nosso trabalho em relação ao bem-estar dos nossos beneficiários. A linha de base constitui um diagnóstico com o perfil e situação inicial dos empreendedores.

Comparando os dois grupos, entre os anos de 2012 e 2017, podemos evidenciar o seguinte:

  • A percentagem de formalização se manteve no período (17 pontos percentuais, chegando quase a 70%), sem diferença entre o Grupo de Intervenção e o Grupo de Controle;
  • A proporção de microempresas que aceitam cartões (crédito e débito) se manteve em um patamar elevado de quase 66%, enquanto no Grupo de Controle caiu 28 pontos;
  • A percentagem dos empreendedores assessorados pela ADC que contratam funcionários teve uma pequena queda chagando a 32%, enquanto no grupo de controle chegando a 20% (Devido à crise político-econômica);
  • Enquanto o Grupo de Controle se manteve praticamente estável em comparação com a Linha de Base, o Grupo de Intervenção teve um crescimento médio das receitas mensais de 63%;
  • A ciência da receita mensal diminuiu no Grupo de Intervenção em 12 pontos percentuais, enquanto no Grupo de Controle caiu 48 pontos;
  • 66% dos empreendedores no Grupo de Intervenção tomam iniciativas visando o meio ambiente, frente a 50% do Grupo de Controle.

A partir da análise dos indicadores, evidencia-se que o trabalho aplicado pela ADC tem impulsionado o desenvolvimento econômico do grupo de intervenção, tornando-os mais resistentes e hábeis no desenvolvimento de seus negócios, assim como para lidar com o atual cenário de resseção econômica, frente a comparação com o grupo de controle.

 


Metodologia